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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

APATURA - PEQUENA

 

Nome comum:

Apatura-pequena

 

Nome científico:

Apatura ilia Dennis & Schiffermüller, 1775

 

Morada:

É uma borboleta que só existe em certas partes do Norte de Portugal.

Por exemplo, a população que se observa no Parque Biológico de Gaia vê-se duas vezes no ano, isso porque tem 2 gerações.

A primeira aparece em Junho. A segunda em Agosto. Será certamente uma companheira de eleição nos passeios pelas frescas e agradáveis veredas do Parque.

 

Género:

O macho mostra um reflexo azul-púrpura. As asas são cortadas por uma faixa branca que lhe dá um certo contraste.

A fêmea não possui o reflexo azul, sendo acastanhada.

A face inferior das asas imita na perfeição as folhas secas, o que permite às borboletas passarem despercebidas quando pousadas nas árvores.

 

Filiação e nascimento:

Esta borboleta pertence à família dos Ninfalídeos.

A fêmea de apatura-pequena põe os ovos em choupos e olmos, fazendo-o de forma dispersa para evitar os predadores. As lagartas eclodem e começam logo a comer, desenvolvendo-se no início do Verão (se forem da primeira geração). Como os dias são grandes e o tempo vai de feição, os adultos voltam ao seu espaço aéreo após umas semanas como crisálida, escondida entre as verdejantes ramagens, com as quais se mimetizam. Voltam a ocorrer acasalamentos, postura de ovos e as jovens lagartas vão comendo a matéria vegetal até aos primeiros dias de frio, altura em que entram em diapausa. Para se abrigarem da geada concentram-se nas junções dos ramos, onde o vento é de menor intensidade. Em finais de Março ou nos primeiros dias de Abril, quando as árvores se vestem de folhas tenras, as lagartas retomam as refeições, comendo avidamente. Para crisalidarem em Maio e voltarem a dar adultos no final deste mês.

 

Idade:

Duas gerações por ano.

No Parque Natural do Alvão, no Gerês ou em Montesinho uma só geração/ano.

Esta borboleta mede cerca de 7 centímetros.

 

Curiosidades:

De acordo com o levantamento feito pelos especialistas, a apatura-pequena encontra-se sujeita a um grau de ameaça considerável, especialmente nas terras baixas, onde a pressão humana é maior.

Estas borboletas possuem um voo rapidíssimo e são muito difíceis de apanhar, mesmo para as aves mais rápidas.

O Parque Biológico de Gaia constitui o primeiro local de Portugal onde foram observadas duas gerações anuais de apatura-pequena. Biólogos do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal estiveram no Parque e ficaram maravilhados com este invulgar acontecimento.

Se quiser ver este magnífico e raro insecto deve deslocar-se ao Parque em determinadas alturas do ano e estar atento ao voo do bicho junto a carvalhos-velhos ou no bosque ribeirinho. Se as árvores exsudarem seiva, poderá ter a sorte de ver uma apatura-pequena a libar. Aproxime-se apenas até uma certa distância, o máximo a 3 ou 4 metros, para não a assustar. Se tiver uma câmara fotográfica tire algumas fotos e mostre-as aos seus familiares e amigos.

 

Bibliografia:

«As borboletas de Portugal», de Ernestino Maravalhas.

http://www.tagis.org

 

Conteúdo Desenvolvido por:

 
Parque Biológico de Gaia
http://www.parquebiologico.pt
 

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 19:59
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

B.I. da Enguia-europeia

 

Figura 1Ciclo de vida da enguia-europeia. Adaptado de (Colares-Pereira et al. 2007).

 

Nome comum: Enguia, Enguia-europeia, Meixão, Enguia de vidro, Enguia prateada, Enguia azulada, Enguia amarela.

 

Nome científico: Anguilla anguilla (Linnaeus, 1758)

 

Hábitos e Habitat: A enguia-europeia pertence à Família Anguillidae, da qual também fazem parte outras 15 espécies diferentes. Esta espécie ocorre nas bacias hidrográficas que desaguam no oceano Atlântico, e possui um dos ciclos de vida mais misteriosos e fascinantes do Reino Animal. A enguia-europeia é um peixe migrador que depende do oceano para se reproduzir, e das correntes oceânicas favoráveis que permitem o transporte das suas larvas até aos estuários. Após a chegada aos estuários, é essencial que os rios sejam de livre acesso às pequenas enguias, pois deles dependem para crescer e completar a sua metamorfose.

 

As enguias adultas – também chamadas de fase prateada - com capacidade para se reproduzir partem da costa da Europa e deixam de se alimentar, percorrendo cerca de 5000 Km até ao Mar dos Sargaços, perto das Bahamas. Aí acasalam e desovam, a cerca de 300 m de profundidade e com a água a 20ºC. As pequenas larvas de enguia-europeia – leptocéfalos – são surpreendentemente pequenas, medindo apenas 3 mm de comprimento. Mas são essas pequenas larvas translúcidas, que saem do seu berço no Mar dos Sargaços, e viajam todo o caminho de regresso à costa marítima da Europa. A viagem levará cerca de 3 anos a ser concluída. Ao chegarem à costa marítima, as pequenas larvas transformam-se nas enguias de vidro – metamorfose - e medem aproximadamente 5 cm. Ao entrarem nos estuários/foz ficam mais pigmentadas e ganham o nome de meixão ou angula. A pigmentação das jovens enguias aumenta à medida que crescem e sobem os rios. Quando atingem cerca de 20 cm de comprimento ficam com o dorso esverdeado e o ventre amarelo – fase amarela – e passam por isso a chamar-se de enguias amarelas. As enguias irão permanecer nos rios até ficarem prateadas – fase prateada – que demora cerca de 6 a 12 anos (29 – 40 cm) a atingir para os machos, e 9 a 20 anos (38 – 130 cm) para as fêmeas. Quando o Outono começa, as enguias que estão na fase prateada iniciam a descida do rio em direcção ao estuário, nadando 15 a 40 km por dia. Esta descida para o estuário pode levar até 4 meses, dependendo do ciclo da Lua, do caudal e da temperatura da água (cerca 9ºC). Chegadas às zonas costeiras, iniciarão a migração para o Mar dos Sargaços, tal como os seus progenitores anos antes tinham feito.

 

Nos rios, o habitat de eleição desta espécie é de águas bem oxigenadas, com fundos de areia ou lodo, e com densa vegetação submersa. De facto, as enguias são animais de hábitos tímidos, que durante o dia procuram refúgio entre as pedras submersas, raízes de árvores e troncos submersos, ou até mesmo enterrando-se na areia. Á chegada do crepúsculo, aventuram-se então a deixar os locais de refúgio, e tornam-se mais activas. Quando anoitece e há bastante humidade no ar, a enguia-europeia pode ser observada fora de água, procurando cursos de água próximos em busca de alimento. É uma espécie omnívora e pode alimentar-se de algas, crustáceos, larvas de insectos, anelídeos e de peixes.

A nível global, a enguia-europeia é uma espécie que se encontra Criticamente em Perigo – CR -  por diversas causas, entre elas a salientar a sobrepesca de enguias de vidro e meixão – Portugal, Espanha, França e Reino Unido - com elevado valor comercial, quer para venda a restaurantes ou para venda a aquaculturas de engorda de enguia do norte da Europa. A poluição aquática – principalmente por PCB’s - e a infestação pelo parasita Anguillicola crassus, são outros factores responsáveis pelo declínio acentuado desta espécie, sobre a qual ainda há tanto a conhecer.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Bibliografia consultada

 

Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.

 

Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.

 

Fotografias - Figura 1:

 

a) http://www.frs-scotland.gov.uk/Delivery/standalone.aspx?contentid=791 

 

b) http://www.haydenharnett.com/uploaded_images/eel-eggs-756892.jpg

 

c) http://www.deepseaimages.com/dsilibrary/showphoto.php?photo=20161&cat=all&limit=all

 

d) http://wb7.itrademarket.com/pdimage/55/740255_dsc059252231132302.jpg 

 

e) http://lazy-lizard-tales.blogspot.com/2009/03/freshwater-eels-anguillidae.html

 

f) http://www.nimfea.hu/english/news/european_eel.jpg

 

Webgrafia consulatada

 

http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/CB478D55-FC7C-4EE2-AEFC-84B423307566/3094/LVVP_Peixes_Anguillaanguilla.pdf

 

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/60344/0

 

http://en.wikipedia.org/wiki/European_eel

 

http://news.bbc.co.uk/earth/hi/earth_news/newsid_8273000/8273877.stm

 

http://www.nature.com/nature/journal/v409/n6823/abs/4091037a0.html

 

http://www.nature.com/hdy/journal/v103/n1/full/hdy200951a.html

 

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1507056&seccao=Biosfera

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 15:02
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